Há quem diga que o tempo não passa – ponteiro é que anda!
Anda também nossos
passos tão distantes...
Palavras sem
contexto,
Risos sem bocas,
Saudades sem imagem.
Tento enxergar em mim
a beleza sua...
Cabelos cortei.
Brancos, em quedas
Como as lembranças que
pesco em dia chuvoso e seco.
Foi parar onde nossa
meninice de útero aconchegante?
Olhares de proteção
celestial?
Estou tão só.
Eu, plantas, livros,
café e
Uma vontade demente
de lhe dizer ao pé de ouvido apenas...
Amo-te .
Marla (09/01/2006)
Gyn/Go


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